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Caracu sempre foi um dos pilares da história de Palmas

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Palmas ainda é destaque nacional através da Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABCC), que tem sede na cidade desde 1986.A representatividade da cidade é levada através de animais da raça Caracu em feiras e leilões, obtendo destaque nacional e recebendo inclusive diversos prêmios. A raça é brasileira e apresenta características marcantes como adaptabilidade, rusticidade e excelente habilidade materna.

Palmas é importante para a ABCC, pois havia sido fundada em 1916 com sede em São Paulo e fechada em 1969 onde a raça foi considerada extinta pelo Ministério da Agricultura, sendo depois reabertae instalada sua sede em Palmas, onde está até os dias de hoje.

Seleção

A partir de 1980, foi iniciada uma nova fase na seleção da raça com a utilização das mais modernas técnicas de seleção e melhoramento genético, comandada pela ABCC. Sua importância na pecuária nacional mereceu atenção especial de grandes entidades do setor, como o Instituto de Zootecnia de Sertãozinho (IZ), Embrapa – Gado de Corte (Campo Grande/MS) e Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), que até hoje realizam estudos e pesquisas relacionados à raça. Em menos de 30 anos o Caracu apresentou uma acelerada evolução de seu desempenho, em vários aspectos, sempre mantendo intactas suas características de rusticidade.

Palmas

Um dos principais criadores a época e proprietário da Fazenda Rosal do Cruzeiro, Sady Marcondes Loureiro Filho (in memorian) concedeu uma entrevista, ressaltando que o Caracu sempre foi um dos pilares da história de Palmas comemorando mais de 100 anos do primeiro lote da raça pura, sempre dando condições aos palmenses e visitantes com uma das melhores carnes do país.

Raça Caracu

Além disso, o gado Caracu está presente no Brasil desde o período colonial, sendo a raça europeia mais adaptada às condições tropicais encontradas no Brasil. Com mais de quatro séculos de seleção, o Caracu hoje reúne qualidades importantes e cada vez mais procuradas no segmento do gado de corte, principalmente para o cruzamento industrial.

A rusticidade adquirida ao longo dos anos proporcionou à raça menor exigência alimentar e maior resistência aos parasitas, além de aumentar a longevidade dos reprodutores.

Qualidade da raça

As fêmeas apresentam grandes índices de fertilidade, boa estrutura corporal, facilidade no parto, boa produção de leite de qualidade, e boa conformação de tetos. A excelente habilidade materna, além de ser uma característica muito procurada no cruzamento industrial, faz da raça uma das mais recomendadas para ser utilizada no mercado de receptoras.

Em relação aos machos, destacam-se os bons resultados no cruzamento a campo, sendo o Caracu uma das poucas raças europeias que apresentam bom desempenho em programas de monta natural na região dos trópicos.

Desempenho

Com bom desempenho de carcaça, os cruzados Caracu mantêm as vantagens da heterose (choque de sangue). É possível trabalhar com monta natural e os reprodutores têm preço de mercado bastante acessível. Mesmo se comparado aos reprodutores (5/8) das raças sintéticas, o touro Caracu leva vantagem, tanto na resistência como na heterose – 100% nos produtos meio-sangue.

Mercado

O Caracu desponta com força no mercado, como uma raça moderna e competitiva, indo ao encontro dos interesses do produtor que procura um gado europeu adaptado aos sistemas de produção no cruzamento industrial.

A Raça Caracu, sem dúvida se filia ao tronco Aquitânico. Na sua formação entraram várias raças deste tronco, espanholas e portuguesas, mas também várias de outros troncos como: Ibericus Batavicus (Raça Taurina) entre outros. E até gado Africano, pois sabe-se que a invasão dos mouros na Península Ibérica durou vários séculos. A primeira entrada desses animais ocorreu em 1534 em São Vicente-SP. Foram criados durante vários séculos enfrentando todos os tipos de dificuldades como: alimentação, doenças, clima e parasitas. Esta pressão natural moldou os animais chamados crioulos (nativos), destes foram separados os de pelo amarelo e formada a Raça Caracu.

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