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As serrarias e seus campos de futebol deixaram um legado na história de Palmas

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A Professora e Mestre em História, Janete Chaves Carlin, apresentou um trabalho de Dissertação ao programa de Pós-Graduação, em História, na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), cujo tema foi, “Entre campos e florestas: transformações da paisagem no Município de Palmas/PR (1950 a 1980)”.

Identifica-se na dissertação que se iniciou mais um ciclo econômico em Palmas, a partir dos anos de 1950, quando se vislumbrava uma maior presença do setor madeireiro e agrícola, transformando de maneira significativa a paisagem regional. Dessa forma, a dissertação tem como objetivo compreender as transformações da paisagem, a partir do momento que se passou a explorar os recursos madeireiros dos campos e florestas da região.

Segue no texto que foi possível analisar e cartografar a atuação do ramo madeireiro bem como, o processo de transformações na paisagem, promovidas pelas 109 empresas que operaram na região ao longo do período analisado, que se encerra na década de 1980, quando novas atividades baseadas no plantio e exploração do pinus (Pinus sp.) começaram a se desenvolver no município.

Com referência ao aniversário da cidade, comemorado dia (14) de abril, a Professora ressaltou que é uma honra mencionar sobre a história magnífica de Palmas. “Aqui, estavam os povos Kaiguangues e depois vieram os fazendeiros guarapuavanos”, destacou ela e foi taxativa com o seguinte questionamento, “quero que você palmense, lembre-se de uma fase de sua vida, nas décadas de 70 e 80. Você morou próximo a uma serraria, ou seu pai jogou no time do Dissenha Futebol Clube ou do Tomasi F.C?” e citou os seguintes nomes de algumas serrarias, Tomazi, Bortolon, Roda Preta, Pigato, etc.

A Professora também comentou sobre o apito estridente que chamava a atenção de todos às 12h e ás 16h, bem como, as crianças que brincavam na serragem das serrarias. “Foi um tempo maravilhoso, as pessoas viveram o cotidiano das serrarias. Esse estudo está em meu livro que fala de sentimento e de vivência, que mesmo em meio ao trabalho os palmenses conseguiam achar alegria”.

Ressaltou também para que os palmenses amem a história da cidade e as pessoas que escrevem e pesquisam, “principalmente, os historiadores para escreverem a história precisa de fontes. Edson Tauchert (in memoriam) e Ademar de Souza, me repassaram as fotos dos times de futebol da época das serrarias, que está em meu trabalho. As pessoas devem registrar mais fatos de nossa história”.

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