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Adoção simboliza um ato de Amor – em Palmas o número de adoções vem numa crescente

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As dioceses, paróquias e comunidades de todo o país celebraram, até o dia (08) de outubro, a Semana Nacional da Vida. A iniciativa é proposta pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Neste ano com o tema “Adoção: Amor com laços do coração”.

Trazendo para a realidade local, depoimentos da juíza da Vara da Família, Infância e Juventude da Comarca de Palmas, Drª Tatiane Bueno e da mãe do Mateus, Ivania Marini e uma entrevista com a psicóloga do Serviço Auxiliar da Infância e Juventude (SAIJ), Joana d’ Arc Franco de Araújo.

A juíza, esclareceu para as pessoas que tenham interesse na Adoção devem procurar o Poder Judiciário, no setor de Assistência Social, para fazer o cadastro e apresentar alguns documentos para se iniciar o procedimento de habilitação. “No decorrer deste procedimento, a pessoa será instruída e terá acesso a um curso que é disponibilizado de maneira online. Após a conclusão do curso, fica na fila para adoção, aguardando seu filho ou filha”, esclareceu a magistrada e destacou que algumas pessoas questionam que é um processo longo e demorado. “O grande problema do porquê as pessoas ficam tanto tempo na fila, refere-se porque querem adotar, por exemplo, uma criança recém-nascida ou até 01 ano de idade, ou seja, colocam vários requisitos, e nem sempre é possível atendê-los de maneira célere”.

A psicóloga do Serviço Auxiliar da Infância e Juventude (SAIJ), mencionou que a palavra Adoção é forte, “é o sentido que dá vida há muitas crianças, adolescentes e grupos de irmãos que estão à espera de famílias substitutas. O Centro de Abrigo Municipal (CAM), acolhe este público”, comentou e ressaltou sobre o projeto Família Acolhedora que é uma realidade no município, “é uma lei desde 2009, um projeto de minha autoria que agora está funcionando. Vale ressaltar que a Família Acolhedora não adota, mas, cumpre com alguns objetivos perante a lei”.

“O procedimento de Adoção é bem simples, trabalhamos com o Sistema Nacional de Adoção (CNA), que contempla na esfera municipal, estadual, federal e internacional. Quando iniciei meu trabalho, há mais de 30 anos, foram realizadas duas adoções em nível internacional com um grupo de irmãos. Todo esse processo se inicia quando a criança, o grupo de irmãos ou o adolescente chega ao Fórum, é feita a destituição do poder familiar, posteriormente, são colocados no Cadastro Nacional de Adoção (CNA), se tornando apto para uma Família Substituta e se inicia um trabalho de busca ativa, sendo que, os pretendentes do município tem a preferência” alertou.

Destacou também que o procedimento para estar habilitado, os interessados devem procurar o SAIJ e receber a lista de documentos que devem apresentar e fazer o curso de preparação. “A adoção que é peça fundamental para concluir o processo de habilitação. Este curso é ofertado pelo TJ/PR, sem custos, é online contendo sete encontros, nos horários das 19h às 21h”.

Joana d’Arc, revelou que neste ano até agora já foram concluídos oito processos e há quatro em andamento.

 

“Sou mãe biológica da Amanda e o Mateus que é o filho escolhido e gestado no coração. Não existe diferença entre um filho biológico e um do coração, essa é a maior afirmação e certeza que tenho. A Adoção é um ato lindo e de amor. Deus o colocou em nossa família, ficamos quase três anos na fila de Adoção, não foi por acaso e nem por coincidência, tinha que ser ele, temos uma ligação muito forte. Não existe diferença, entre os filhos, a cada dia se ama mais, independentemente de ser biológico ou escolhido, como é o Mateus, em nossa família”, pontuou, Ivania.

 

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